quinta-feira, 17 de março de 2011

NOTÍCIAS DO MUNDO ECUMÊNICO

Cariocas não terão mais ensino religioso público

         O Conselho Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro emitiu parecer negando a implantação do Ensino Religioso nas escolas públicas da cidade. O ato foi publicado no Diário Oficial do dia 24 de fevereiro.

         A decisão considerou problemas didático-técnicos, a diversidade cultural e religiosa, o critério de representatividade dos credos, o credenciamento de professores e a laicidade da escola pública.

         O Conselho Municipal considerou e reafirmou o caráter laico da escola pública e firmou compreensão de que o Ensino Religioso não se constitui em área de conhecimento específica, para ser tratada em moldes disciplinares.

         O programa a hora da paz lamenta tal decisão por entender que a mesma fere um dos princípios constitutivos da formação do ser humano, qual seja, a constituição dos valores religiosos, morais e de cidadania num país onde a diversidade religiosa requer um constante exercício de tolerância e harmonia na busca da paz e da justiça.




Agricultura vive numa “bolha de veneno”

        Agricultores do centro-sul do Paraná e Planalto Norte Catarinense remeteram carta a autoridades estaduais e federais pedindo a intervenção e fiscalização na venda e aplicação de agrotóxicos na lavoura de fumo.
        
         Famílias de agricultores da região denunciam a violação ao direito de livre escolha do sistema de produção. Eles apontam o uso indiscriminado do veneno Gamit na cultura. “Afirmamos que os técnicos das empresas fumageiras presentes na região, por meio de receituário agronômico, receitam tais venenos aos fumicultores, que são obrigados a utilizá-lo em decorrência de obrigações estipuladas nos contratos com aquelas empresas”.
        
         O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento recomenda o uso do Gamit a uma distância mínima de 800 metros de outras culturas, quando, nas lavouras de fumo, essa distância é de 50 metros das culturas de girassol, milho, pomares, hortas, viveiros, jardins, arvoredos na região.
        
         Os agricultores alertam que não é preciso produzir mais para acabar a fome no mundo, como dizem organismos internacionais, mas “democratizar os processos produtivos e propiciar que os alimentos estejam disponíveis para o conjunto da população.”

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