quarta-feira, 2 de novembro de 2011

GANHADORES DA RIFA EM COMEMORAÇÃO AOS 91 ANOS DA COMUNIDADE EVANGÉLICA DA PAZ EM SANTA ROSA

30º Pedro P. Q. **** - 4665
29º Kauã Giovani (48) **** - 2494
28º Matheus Toneto **** - 1429
27º Wesley Ribeiro **** - 2545
26º Toco **** - 6890
25º Selia **** - 3053
24º Evanir Shubert **** - 6213
23º Marli Burghausen **** - 2934
22º Olávio Kopper **** 1314
21º Iracy Gewerh **** - 9295
20º Helga Hickert **** - 2557
19º Marlene Back **** - 6086
18º Paulo R. W. **** 4939
17º Eldo Bansrun **** - 1078
16º José Donadel **** - 2608
15º Sueli Lemke **** - 9539
14º Giselda Diesel **** - 1249
13º Ilone Grau **** - 2403
12º Arnildo Bubans **** - 9649
11º Amanda Dombrowski **** - 8737
10º Renan Marques **** - 2286
9º Pedro Schoenell **** - 2682
8º Rubem Dari Schveig **** - 1895
7º Carolina Peelenz **** - 1801
6º José Diel **** - 0634
5º Fábio Walter **** - 1456
4º Rosane Dorfschmidt - **** - 3447
3º Fernando Weiss **** - 8872
2º Orivaldo Meinecke **** - 2339
1º Carlito Hudescher *** - 3482

Agradecemos a todos os que colaboraram para a realização desta rifa e parabenizamos a todos os contemplados!

Lembramos que a entrega dos prêmios será realizada 
no próximo dia 06 de novembro 
durante o Culto Jovem, 
às 20 horas.  

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


Contemplados no Sorteio de Brindes pela participação 
no Programa Especial do dia 27 de agosto de 2011:

1. Maria Bogler – Santa Rosa – 1 CD do Cantor Religioso Ernani Luis

2. Dolores Adam Puhl – Bela União – 1 Camiseta alusiva aos 90 anos da Comunidade Evangélica da Paz.

3. Terezinha Javorski – Santa Rosa – 1 CD do Cantor Religioso Ernani Luis

4. Edemar e Zenilda Kegler – Sulina – 1 Bíblia

5. Marlice Frey – Sulina – 1 CD do Cantor Religioso Ernani Luis

CONHECENDO A NOSSA IGREJA

Em nosso jeito evangélico-luterano de ser Igreja temos uma proposta que nos identifica a partir de algumas questões importantes. Queremos abrir espaço neste programa para uma das questões de nossa identidade, o Culto ou Encontro Especial da Comunidade. Nos últimos programas já havíamos conversado sobre o significado de alguns símbolos litúrgicos. Por que afinal nos reunimos em culto? 
Reunimo-nos por que confiamos na promessa de Jesus Cristo de estar presente onde duas ou três pessoas estão reunidas em seu nome. O Espírito Santo nos faz reconhecer que Deus é Pai, Doador e Mantenedor de todas as coisas. Faz-nos saber que Deus veio ao nosso encontro e nos serviu em Jesus Cristo. Faz-nos agradecer a Deus por este serviço, adorando-o e louvando-o. O Espírito Santo fortalece a comunhão no encontro com outras pessoas. Faz-nos sair do isolamento. Confronta-nos com a palavra de Deus, fazendo-nos conhecer sua vontade. Pelo sacramento do santo batismo certifica-nos de sua aliança. Pelo sacramento da ceia do Senhor une-nos no mistério do corpo de Cristo, fortalecendo-nos para a missão de servir a Deus e ao próximo. 


Onde o culto pode ser realizado conforme a nossa visão? 
O culto acontece em local devidamente preparado, no templo ou em outro lugar apropriado. Deve favorecer um ambiente em que Deus nos serve com sua palavra, os sacramentos e a bênção e também facilitar a adoração comunitária através do canto, do louvor. 


Outra coisa que por vezes acaba gerando algumas controvérsias é o por que das celebrações aos domingos? 
Se olharmos o testemunho da Bíblia, devemos trabalhar seis dias e descansar no sétimo. Desde o início, o "Dia de descanso" foi santificado e chamado o "Dia do Senhor". Ele nos é oferecido para fortalecer-nos, em todos os sentidos, no viver diário. Para a comunidade lá do início da história cristã, a comunidade primitiva, o primeiro dia da semana, tornou-se o "Dia do Senhor" por causa da ressurreição de Jesus Cristo, o evento central da fé cristã. Por isso, o domingo é um dia apropriado para celebrar cultos, embora também possam ser realizados em qualquer outro dia da semana. 


Qual o sentido da forma como o culto transcorre. Por que o Culto tem diversos momentos diferentes? 
A forma de culto deveria facilitar a participação consciente das pessoas. Historicamente, nossa ordem de culto tem apresentado variações na forma, devido às diferentes tradições e situações de nossas comunidades. Na medida do possível, essas formas devem ser adaptadas à ordem que a IECLB recomenda. Isso ajuda a nos sentirmos ambientados, mesmo quando nos reunimos com irmãos ou irmãs em outro lugar. Novas formas de culto, elaboradas no espírito da confissão luterana, podem ajudar-nos a compreendê-lo melhor. 


A quem cabe dirigir o culto? 
O culto é a reunião da comunidade em nome de Deus; é ela, portanto, quem o realiza. O pastor ou a pastora dirigem o culto, podendo encarregar outros membros ou grupos da comunidade com a direção parcial ou total da celebração. É importante que outras pessoas participem e não somente o pastor ou a pastora. 


Qual o sentido das distintas partes que temos num culto em nossa Igreja? 
Veja só, por exemplo, os hinos e a música no culto servem para expressar o que nos move como filhos e filhas de Deus, quando podemos louvá-lo e glorificá-lo como nosso Criador, Salvador e Santificador. Por meio da confissão de pecados, reconhecemos o quanto que ficamos devendo, perante Deus e às outras pessoas. Pedimos perdão e o recebemos quando agimos com sinceridade. Deus nos ouve e concede a sua graça de modo que possamos continuar no caminho certo. 




Venha também você fazer parte 
desta grande família chamada 
Comunidade Evangélica da Paz.

SUGESTÃO DE LIVRO


O blog do programa A Hora da Paz traz hoje uma dica muito especial para você que talvez esteja passando por algum momento de dificuldade, dor e sofrimento em sua família. 

Sugerimos que você leia o Livro: Eu Vi as tuas Lágrimas – Amparo e Consolo no Sofrimento, da Pastora da IECLB em São Paulo, Vera Cristina Weissheimer. 


A partir do seu trabalho como capelã no Hospital Evangélico Osvaldo Cruz, na capital paulista, a autora destaca que as Lágrimas são sinal de dor, de sofrimento, daquele aperto no peito que parece que vai sufocar... Lágrimas também podem sinalizar felicidade e emoção. 



Vida e morte estão entrelaçadas e são inseparáveis. E este livro fala de ambas: da morte como uma certeza na vida de cada qual e da vida que precisa ser vivida após o impacto da perda de alguém amado. A morte tem mil maneiras de levar a quem precisa, tem mil e uma maneiras de jogar seus véus sobre os que ficam, e as pessoas têm mil e duas maneiras de lidar, ou não, com ela. 

Portanto, leia esta obra organizada pela Editora Sinodal de São Leopoldo – Eu Vi as tuas lágrimas - amparo e consolo no sofrimento. 

Esta foi mais uma dica especial do Programa a Hora da Paz pra você e a sua família,

CURIOSIDADES BÍBLICAS


A Hora da Paz destaca hoje, no quadro curiosidades bíblicas, o 27° livro de nossa Bíblia no Antigo Testamento. Trata-se do Livro do Profeta Daniel. Vejamos um pouco de sua trajetória... 

O Livro de Daniel tem o seu título derivado do nome do profeta e contém uma linguagem conhecida pelos estudiosos bíblicos como sendo "apocalíptica", ou seja, uma linguagem com símbolos vivos para representar alguém ou algum evento futuro. Contém basicamente seis histórias de Daniel e seus amigos judeus na corte do rei Nabucodonosor e quatro profecias, únicas em estilo no Antigo Testamento. O Livro de Daniel foi provavelmente escrito entre 540 e 530 AC. 

O livro de Daniel foi escrito em tempos de perseguição e sofrimento para o povo judaico. Por meio de histórias e de visões, o autor procura explicar ao povo por que eles estão sendo perseguidos e também os anima a continuarem fiéis a Deus. Chegará o tempo em que Deus acabará com o domínio dos pagãos, e mais uma vez Israel será uma nação livre e independente. 

O livro se divide em duas partes: 

1. Histórias a respeito de Daniel e de alguns dos seus patrícios, que estão vivendo na Babilônia, para onde foram levados como prisioneiros. Eles continuam firmes na sua fé em Deus e obedecem às suas leis, e por isso ele os salva do sofrimento e da morte. 

2. As visões de Daniel, que tratam de vários impérios que aparecem e depois desaparecem. Essas visões deixam bem claro que os perseguidores serão derrotados e que a vitória final será do povo judaico. 

Vemos nas histórias de Daniel um prenúncio da salvação oferecida por Cristo. A visão de Daniel do fim dos tempos descreve o Messias de Israel por quem muitos serão purificados e santificados. Ele é a nossa justiça por quem os nossos pecados serão lavados para que possamos então nos tornar brancos como a neve. 

O Livro de Daniel é notável no seu registro de períodos proféticos: os eventos, e a destruição de Jerusalém; os períodos, tudo representa alguma questão vital para o entendimento dos tratos de Deus com o seu povo. Daniel fornece-nos pormenores sobre a ascensão e a queda de potências mundiais, desde o tempo da antiga Babilônia até o tempo em que o Reino de Deus as esmagará, eliminando-as para sempre. A profecia chama atenção para o Reino de Deus, nas mãos do Seu Rei designado e dos “santos” associados deste, como o governo que durará para sempre, para a bênção de todos os que servem a Deus. 

Para o profeta Daniel, Deus tem um plano para todos os seres humanos. Deus conhece e está no controle do futuro. Portanto, cabe-nos confiar que as coisas que Deus tem revelado sobre o futuro um dia ocorrerão exatamente como Ele declarou.

NOTÍCIAS DO MUNDO ECUMÊNICO

Redução da maioridade penal

As discussões acerca da redução da maioridade penal estão sendo retomadas mediante a apresentação da proposta de Emenda Constitucional de autoria do deputado federal sergipano André Moura. A proposta visa alterar o artigo 228 da Constituição Federal que coloca como inimputáveis os menores de 18 anos, o que implicará no ingresso dos mesmos diretamente no sistema prisional, desconsiderando o adolescente enquanto sujeito em condição peculiar de desenvolvimento e modificando uma das legislações mais avançadas na garantia dos direitos infanto-juvenis do mundo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com 180 assinaturas e outras 70 a confirmar dentro do congresso, a tramitação deste documento traz à tona concepções distintas acerca da responsabilização de adolescentes brasileiros pelos atos infracionais cometidos. A justificativa do deputado defensor da proposta de redução da maioridade penal, baseia-se no argumento de que “não mais se acredita que menores de 16 ou 17 anos não tenham condições de compreender o caráter ilícito do que praticam, tendo em vista que o desenvolvimento mental acompanha, como é natural, a evolução dos tempos, tornando a pessoa mais precocemente preparada para a compreensão integral dos fatos cotidianos”.

Mapa das Religiões

Depois de um breve período sem queda, estagnado na marca dos 73%, a população católica voltou a cair, a uma velocidade de 1 ponto percentual por ano, de 2003 a 2009, chegando ao índice mais baixo, de 68%, desde os primeiros registros censitários iniciados em 1872. A queda é maior entre os jovens, na faixa dos dez aos 19 anos de idade. A grande novidade é o crescimento, de 5% para 7%, dos evangélicos de igrejas históricas e tradicionais, e a estabilização dos pentecostais, em 12% do total da população brasileira. Os dados constam no Novo Mapa das Religiões, organizado pela Fundação Getúlio Vargas com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil continua sendo o maior país católico do mundo. Mas com uma marca própria. É denominação em que o número de homens seguidores é maior do que o de mulheres. O Piauí é o Estado da Federação com o maior contingente de católicos (88%) e Roraima é o que tem o maior número dos que se dizem sem religião (20%). O Estado com a maior concentração de pentecostais é o Acre (24%), enquanto o Espírito Santo (15%) é o Estado que reúne maior número de evangélicos tradicionais e históricos. 

Parceria

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) celebrou uma parceria inédita com o governo estadual gaúcho. Em convênio assinado com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE) do RS, a SBB vai levar seu projeto A Bíblia no Cárcere, que integra o programa social A Bíblia e a Paz, para todas as unidades prisionais do estado. Com duração de quatro anos, a parceria possui três linhas de atuação. A primeira é a distribuição gratuita de literatura bíblica (Bíblias de Estudo, Novos Testamentos e porções) para até 30 mil internos do sistema prisional. A segunda também é a doação de kits bíblicos de pesquisa e estudo, com até 60 livros cada, para cerca de 100 espaços culturais ou bibliotecas já existentes nos presídios. Já a terceira frente prevê a capacitação de voluntários para o trabalho junto aos presos. Os principais objetivos da iniciativa consistem na promoção da cidadania, desenvolvimento espiritual e incentivo à leitura da população carcerária.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A HORA DA PAZ ENTREVISTA

No programa A Hora da Paz do último domingo, dia 14 de agosto, esteve presente nos estúdios da Rádio Noroeste, o cantor religioso Ernâni Luís. Em um bate papo bem descontraído, Ernâni contou aos ouvintes um pouco de sua trajetória musical, de seus projetos, de sua vida pessoal e também divulgou seu mais recente trabalho: seu novo CD, Eu Quero Paz. 


Ernâni Luís é professor de Música e História, pós-graduado em Educação e Saberes Docentes e Mestre em Teologia com ênfase em Educação Comunitária.


Em seu ministério, Ernâni Luís está atendendo às comunidades que manifestam interesse em evangelizações, cultos e outros eventos. Além do vínculo com a IECLB, Ernâni Luís trabalha nas demais comunidades religiosas, escolas, prefeituras e outras entidades. Nestes anos de carreira com a música religiosa, o cantor apresentou-se em várias comunidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rondônia, Espírito Santo e Mato Grosso. Durante o mês de junho de 2003, apresentou o seu trabalho musical em comunidades na região de Köln, na Alemanha.

Se você deseja adquirir o CD de Ernâni Luís entre em contato com a secretaria da Comunidade Evangélica da Paz de Santa Rosa pelo telefone 3512-1635. 

E para saber mais sobre este talentoso cantor acesse o site www.ernaniluis.com.br

CURIOSIDADES BÍBLICAS


O Blog do Programa a Hora da Paz destaca no quadro curiosidades bíblicas de hoje o 25° livro de nossa Bíblia no Antigo Testamento. Trata-se do Livro de LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS.
Este livro tem tem 5 capítulos e 154 versículos. Era originalmente parte do Livro de Jeremias. Foi separado porque era lido em uma das festas de Israel chamada Tisha Bav, um jejum que relembrava a destruição do Templo de Jerusalém em 586 a.C.
Mesmo que o texto de Lamentações não identifique especificamente o autor do livro, o estilo e o conteúdo pesaroso deixam pouca dúvida de que Jeremias, o profeta chorão, seja o autor. O texto deve ter sido escrito em 586 a.C.
Pranteando a queda de Jerusalém e a destruição do Templo, Jeremias foi motivado a escrever estes poemas profundamente comoventes que lamentam o fim de uma era. As lamentações de Jeremias também expressam o amor e a tristeza do Senhor pelo Seu povo. Sua iniquidade e desvio da verdade e da justiça trouxeram-lhe trágicas conseqüências.

Lamentações é um livro composto de cinco poemas. Os primeiros quatro foram escritos em estilo acróstico utilizando como padrão o alfabeto hebraico. Nesses poemas acrósticos, cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico é usada para iniciar uma estrofe do poema. No terceiro poema, cada letra inicia três estrofes consecutivas. O estilo acróstico, muito usado na época, era usado para memorização mais simples e rápida. O quinto poema é provavelmente uma oração pessoal.


Para Jeremias o Sofrimento do povo era conseqüência de pelo menos 6 aspectos: O sofrimento era resultado dos pecados do povo. Este sofrimento era visto como causado por Deus e não por seres humanos.


Os sofrimentos poderiam conduzir o povo para Deus. Sofrimento, lágrimas e oração deveriam andar juntos. A oração deveria ser sempre feita buscando algum fio de esperança. O povo deveria submeter-se pacientemente aos sofrimentos aguardando confiantemente no Senhor.

Lamentações de Jeremias nos concede algumas lições preciosas para todas as pessoas cristãs na atualidade. Assevera que os sofrimentos precisam ser compartilhados com os outros e com Deus. Este Deus nos concede muitas bênçãos, mas isto não nos livra de responsabilidade ou da disciplina. Parece que Deus permite o sofrimento em nossas vidas para nos disciplinar. 

O livro de Lamentações de Jeremias nos mostra quão fracas as pessoas se tornam quando estão sob a sua própria Lei e quão incapazes eles são de servir a Deus com suas próprias forças.

CONHECENDO A NOSSA IGREJA


CELEBRAÇÕES E SÍMBOLOS LITÚRGICOS

Onde e quando acontecem nossas celebrações?
Celebramos quando a Comunidade se reúne para cultos, estudos bíblicos, encontros e datas comemorativas. Essas celebrações podem acontecer na igreja, na residência das pessoas, em centros comunitários e outros lugares apropriados. Importa que a Comunidade esteja reunida na certeza da presença de Deus em seu meio (Jesus Cristo diz: onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles – Mt 18.20). Normalmente a Comunidade se reúne aos domingos, por ser este o Dia do Senhor. No entanto, nada impede que os encontros e celebrações aconteçam em qualquer outro dia da semana.

Qual o significado dos símbolos litúrgicos usados na Igreja?
Um símbolo é uma coisa que representa outra. Uma aliança na mão esquerda não é o casamento em si, mas representa o compromisso firmado pelo casal. Através dos símbolos expressamos sentimentos e experiências que não conseguimos manifestar através de palavras. Todas as religiões se valem de símbolos para exteriorizarem sua fé. Símbolos não são objetos de adoração. Na Igreja Evangélica de Confissão Luterana não se adoram imagens.

Um dos símbolos mais importantes para toda a cristandade é a Cruz. Qual o significado da cruz para os Evangélicos luteranos?
A cruz aponta para a morte e ressurreição de Jesus. Lembra que por amor à humanidade Jesus morreu (João 3.16) e ressuscitou, superando o sofrimento. Lutero afirma que o centro da Comunidade é o Cristo crucificado, e o sofrimento de Cristo é o centro da fé.

 Por que nas Igrejas Evangélicas luteranas existe sempre uma cruz vazia?
A cruz vazia não é uma imagem, é um símbolo que representa o Cristo ressuscitado. Para nossa alegria, ele vive. Cristo não está mais preso à cruz. Ela é a marca da passagem de Jesus pelo sofrimento humano. Cristo venceu a morte, e caminha conosco. A cruz revela a vitória da vida que superou a morte. Ela é contestação ao sofrimento provocado e imposto por este mundo. Lembra que Deus quer a vida e nos desafia na busca de uma nova existência. Não Adoramos a cruz, mas aquele que nela esteve, e agora vive! Algumas Igrejas, por erro de interpretação bíblica, tiraram a cruz de seus templos e celebrações.

Por que se usa o púlpito (o lugar da prédica)?
O púlpito é lugar da pregação da Palavra de Deus. Ele nos lembra que a Palavra de Deus está acima das palavras humanas. Por isto, o púlpito está em local de destaque em relação aos outros espaços litúrgicos. Mas isto não significa que a palavra de Deus não possa ser anunciada em outros locais.

Por que na oração o pastor fica de costas para a Comunidade e de frente para o Altar?
Deus é o Centro do Culto e o altar simboliza a sua presença entre nós. Geralmente, o pastor apresenta as orações ou pelo menos algumas delas, como a confissão de pecados e intercessão voltado para o altar. Com esse gesto, ele se coloca na mesma posição dos demais participantes do culto para, junto com eles, em oração, elevar a Deus os sentimentos que impulsionam a comunidade. Nas celebrações com Santa Ceia é comum o pastor posicionar-se atrás do altar, ficando de frente para a comunidade. Assim, ele se coloca junto com a mesma que se reúne em torno da mesa do Senhor.

Qual o sentido das velas acesas no altar?
Houve um período em que os cristãos eram perseguidos e obrigados a se reunir em lugares escuros (porões e cavernas). Para iluminar o ambiente costumavam usar tochas sobre o altar. Atualmente as velas acesas simbolizam a autodoação de Jesus em nosso favor. Ele é a luz do mundo. Jesus deu a sua própria vida para que nós pudéssemos receber o perdão, a verdadeira vida e a salvação.
Quando as velas estão acesas elas se gastam para iluminar. É como doar-se, entregar-se em favor dos outros (Mateus 5.14).
A quantidade de velas usadas sobre o altar também tem um significado especial. Uma vela simboliza a presença de Deus, através do Espírito Santo. Duas velas simbolizam a Palavra de Deus, nas formas do Antigo e do Novo Testamento. Três velas simbolizam o Deus Triúno. 

Por que não faz parte da tradição evangélico-luterana usar velas nos cemitério?
Trata-se de um costume da religiosidade popular católica, através da qual as velas acesas junto ao túmulo permitiriam iluminar o caminho das almas em direção ao purgatório. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana discorda dessa postura. Acreditamos que na morte somos conduzidos pela luz de Cristo no caminho para a vida eterna.

Outros símbolos.
As flores sobre o altar querem lembrar vida, por isso se faz questão de que as mesmas sejam naturais e não artificiais. Além de lembrarem a vida, as flores lembram a boa e a bela Criação de Deus. 
Direito à terra é pressuposto para a 
garantia dos povos indígenas

A questão territorial é o foco central para a garantia dos direitos fundamentais como saúde e educação para os 240 povos indígenas que habitam o território brasileiro e que somam hoje 700 mil habitantes, menos de 1% da população nacional. A constatação é da professora Lúcia Fernanda Jófef, conhecida no movimento indígena como Fernanda Kaingang, que na última semana ministrou aulas no curso de pós-graduação em Educação, Diversidade e Cultura Indígena promovido em parceria entre o Conselho de Missão entre Índios (COMIN) e a Faculdades EST em São Leopoldo, RS.

Mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Fernanda relembrou que num passado recente o índio não era considerado um cidadão com capacidade plena, mas sim um cidadão de segunda categoria sujeito à tutela do Estado. “Prevalecia a ideia de que os indígenas deveriam ‘evoluir’ para que pudessem se integrar à comunhão nacional, abrindo mão da sua diversidade”, pontuou.

A partir das determinações legais impostas pela Constituição Federal de 1988, os direitos dos povos indígenas passaram a ser respeitos, levando em consideração as suas particularidades. 

Hoje, comemora Fernanda, foram implantadas políticas de atenção à saúde do índio, além de experiências de educação específica e diferenciada em língua materna e a obrigatoriedade do ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira e Indígena no currículo oficial da rede de ensino pública e privada.

A Bíblia do Papai

Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) está lançando a Bíblia do Papai, obra indicada para presentear pais e futuros pais de todas as idades, especialmente em datas comemorativas. Os recursos contidos nesta publicação ajudam a levar os pais até a presença de Deus, onde encontrarão sabedoria e inspiração para desempenhar o seu papel no âmbito familiar, auxiliando e orientando seus filhos a partir dos sólidos princípios e valores bíblicos.

Com texto bíblico na tradução de Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia do Papai é uma tradução da Dad’s Bible, publicada em 2007, pela editora Thomas Nelson. Única Bíblia com material voltado especificamente para os pais, a obra reúne notas de estudo divididas em sete temas, além de notas e referências cruzadas, introduções aos livros das Sagradas Escrituras e índice com assuntos importantes sobre o cuidado na família.

CURIOSIDADES BÍBLICAS

O Blog do Programa a Hora da Paz destaca hoje o 24° livro de nossa Bíblia no Antigo Testamento. Trata-se do Livro de JEREMIAS.

Jeremias nasceu no povoado de Anatot, pertinho de Jerusalém, entre 650 e 640 a.C. O significado do nome é incerto.

Em relação a infância não se conhece quase nada. Parece que ele jamais assumiu qualquer função sacerdotal. Pelo contrário, denunciou duramente o papel exercido pelos sacerdotes de seu tempo. O que, por outro lado, aponta para sua rigorosa visão da lei israelita, e de como deveria agir um sacerdote.

O profeta Jeremias é um dos nove personagens chamados Jeremias encontrados na Bíblia Hebraica que corresponde ao Antigo Testamento. Este nome é empregado 158 vezes na Bíblia.

Jeremias era um rapaz muito humilde. Seria filho de Hilquias, um dos sacerdotes de Anatote, no território de Benjamim a menos de cinco quilómetros a nordeste do Monte do Templo em Jerusalém.

Embora de família sacerdotal, está ligado às tradições proféticas do Norte, principalmente a Oséias, e não às tradições do sacerdócio e da corte de Jerusalém. Como Miquéias, ele pertence ao mundo camponês. De maneira crítica, ele traz consigo a visão dos camponeses sobre a situação do país.

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Acredita-se que tenha sido ele o autor do livro que leva seu nome e possivelmente os dois livros de Reis e do Livro de Lamentações.

A atividade profética de Jeremias se iniciou entre o ano de 627 AC[, quando ele ainda era jovem, razão pela qual teria demonstrado receio ao assumir tal tarefa[, e prosseguiu até 586 AC.

Jeremias foi um crítico da conduta do seu povo e com os julgamentos que este sofreu, mediante uma visão de que Israel era a nação de Deus, vinculada a Ele por meio de um pacto e sujeita à sua Lei, o que eles violavam claramente naqueles dias praticando a idolatria.

As denúncias de Jeremias reivindicavam a atenção dos príncipes e do povo, para que fossem responsáveis pela Lei, a qual violavam constantemente. Suas críticas eram feitas em discursos acalorados em plena praça pública. Seus principais alvos eram os sacerdotes, profetas, governantes e todos aqueles que seguiam o legalismo do "proceder popular".

RESULTADO DO SORTEIO realizado no programa do dia 31 de junlho


Ganhadores dos Brindes do Programa 
A Hora da Paz:
·         
Lirio Baumgrand – 1 CD do Cantor Religioso Ernani Luis
·   
Lili Wiezner – 1 Camiseta alusiva aos 90 anos da Comunidade da Paz.
·         
Selmira Heldt – 1 Bíblia  
                                               
Parabéns aos Ganhadores! 
Lembrando que no último programa do mês sempre é possível 
participar prestando homenagens e felicitações! 

domingo, 3 de julho de 2011


O Blog do programa A Hora da Paz traz agora uma dica especial para você edificar a sua fé a partir de um exemplo de filme que irá tocar a sua vida. Recomendamos o filme  “Entre Dois Mundos”.  
  

Ele mostra o quanto o preconceito e o ódio inspirados pela religião podem ser destrutivos. Com o fim da dominação inglesa sobre a Índia, em 1947, o país passou a enfrentar os efeitos do esfacelamento e da intolerância entre muçulmanos e hindus. De início, a divisão em duas nações distintas - Índia e Paquistão - foi bem acolhida por alguns muçulmanos como uma solução para os conflitos inter-religiosos. 

Mas essa iniciativa acabou gerando uma migração em massa, obrigando os hindus a abandonarem suas terras e viajarem para o sul, enquanto os muçulmanos se deslocaram para o norte. Milhares de pessoas, ao cruzar a fronteira, foram assassinadas, especialmente as mulheres. 


Num desses ataques contra um grupo de refugiados muçulmanos, é salva por um ex-soldado hindu chamado Gian. O jovem, cansado dos horrores da guerra, se refugia numa vida simples de agricultor e se vê obrigado a enfrentar os próprios conterrâneos para defender a moça por quem acaba se apaixonando.

É um drama bem construído que mostra que o amor verdadeiro pode sobrepujar diferenças raciais e religiosas. O caráter bondoso de Gian e sua decisão de acolher a muçulmana Nassem até lembram a história bíblica de Rute e do nobre Boaz.

Quando Nassem descobre que sua família está viva no Paquistão, o que parecia a possibilidade de um feliz reencontro acaba se tornando no pior pesadelo de sua vida.
Infelizmente, a tragédia retratada no filme parece longe de ter fim, já que, desde sua independência da Grã-Betanha, a Índia e o Paquistão já travaram três guerras pelo controle da Caxemira, que foi dividida entre os dois países.

O programa a Hora da Paz recomenda este filme com o intuito de que sempre possamos ter a sabedoria e o discernimento, mesmo a partir de diferentes opiniões e entendimentos sobre uma determinada premissa religiosa. A diferença não nos dá o direito de impor a nossa própria identidade aos demais. Acreditamos que simplesmente não temos o direito de impor o nosso jeito de vivenciar a fé de forma arbitrária ao nosso semelhante.

Assista Entre Dois Mundos”. Uma dica do programa a hora da Paz para você e sua família.
O Blog do Programa a Hora da Paz destaca hoje o 20° livro de nossa Bíblia no Antigo Testamento. Trata-se do Livro de Provérbios.

O livro de Provérbios é um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia, vem depois do Livro de Salmos e antes de Eclesiastes. Conforme declara a sua introdução, tem como propósito ensinar a alcançar sabedoria, a disciplina e uma vida prudente e a fazer o que é correto, justo e digno. Em suma, ensina a aplicar e fornecer instrução moral.

Provérbio é uma frase curta, bem construída, que expressa uma verdade adquirida através da experiência e que se impõe pela forma breve e pela agudez das observações. Os provérbios são ensinamentos deduzidos da experiência que o povo tem da vida, e sua finalidade é instruir, esclarecendo situações de perplexidade e fornecendo orientações para a vida humana, como se fossem indicações de uma estrada.

O livro todo é um convite para valorizar não só a cultura popular, mas também, e principalmente, a percepção religiosa que o povo tem de uma Sabedoria que vem de Deus; sabedoria que nem sempre é captada e compreendida pelos sábios e doutores.

A autoria do livro de Provérbios não é algo fácil de determinar. Contudo estudiosos apontam que foi Salomão aquele que escreveu a maior parte. Muitos dos provérbios nasceram da experiência popular, que foi depois coletada, burilada e editada por sábios profissionais desde o tempo de Salomão, por volta de 950 antes de Cristo até por volta de 400 antes de Cristo.

Podemos encontrar diversas formas literárias no livro de provérbios: poemas, pequenas parábolas, lições de vida. Entre as figuras literárias mais comuns, podemos citar as antíteses, as comparações e personificações.

O livro de Provérbios também é considerado um livro poético, assim como, filosófico, que juntamente com o livro de Jó e Eclesiastes formam os três livros filosóficos da Bíblia.

Outra peculiaridade é o fato do seu conteúdo ser prático, baseado em conceitos da vida cotidiana. Salomão era muito observador, e transformou suas experiências pessoais em conceitos simples para ajudar as gerações futuras nas mais diversas situações da vida cotidiana. Não foi em vão, pois, quando lhe fora dado o direito de pedir qualquer coisa, por Deus, pediu sabedoria.  

NOTÍCIAS DO MUNDO ECUMÊNICO


Ameaçadas buscam refúgio fora das áreas em conflito

Conforme levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), nos últimos 10 anos, 401 pessoas foram assassinadas no país em função dos conflitos no campo, especialmente na região amazônica. Uma das moradoras da região assim declarou - “Quem manda lá (na Amazônia) são os madeireiros. Não tem Estado, não tem justiça, não tem (Ministério do) Meio Ambiente, não tem autoridade nenhuma. Representantes das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestaram solidariedade aos que sofrem ameaças na região. “Esta situação de contínuos conflitos agrários está criada por anos de tolerância com a apropriação indevida e grilagem de grandes extensões de terras da União”, diz o manifesto. Os agentes de pastorais sociais pedem que o Estado brasileiro deixe de se omitir na defesa dos direitos sociais das comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e de pequenos agricultores. Reivindicam, também, que o Judiciário “tenha maior sensibilidade pela função social da terra” e que não tolere a documentação irregular da terra.

Violência

Centenas de católicos e protestantes se enfrentaram na madrugada desta terça-feira em Belfast, na Irlanda, em uma explosão de violência que deixou vários feridos, informou a agência de Notícias BBC. Homens encapuzados atacaram os moradores de uma área católica na região protestante, zona leste da capital da Irlanda do Norte. "É uma situação tensa e perigosa", declarou o prefeito, que informou que os agressores usaram coqueteis molotov e bombas de fabricação caseira. A Intolerância entre católicos e protestantes persiste a muitas décadas na Irlanda apesar das inúmeras tentativas de reconciliação.


Material didático nacional para o trabalho com adultos

No dia 06 de junho, na Sede da IECLB, em Porto Alegre, reuniu-se um grupo para refletir sobre um novo material didático para o público adulto da IECLB. A iniciativa partiu da Secretaria de Formação da IECLB.
A preocupação com um material nacional que atenda a essa faixa etária já vem de longa data. No entanto, um material nacional que trabalhe temas da fé cristã de forma mais sistemática e que possa auxiliar na promoção da maturidade na fé, com vistas à vivência do Sacerdócio Geral a partir do Batismo, faz-se extremamente necessário. Nesta primeira reunião foram delineados, a partir das áreas temáticas do Plano de Educação Cristã Contínua (PECC), alguns temas imprescindíveis para a formação da pessoa cristã, bem como o consenso do grupo de que um material nacional, flexível as diferentes realidades da IECLB, promove a unidade na Igreja. 


terça-feira, 21 de junho de 2011

CONHECENDO A NOSSA IGREJA


A nossa caminhada como Igreja Evangélica de Confissão Luterana aqui no Brasil acontece a quase 200 anos. Faz parte de nossa história a valorização de projetos sociais e o envolvimento com a educação. Valorizamos as crianças, os jovens, idosos e as mulheres que assumem as mesmas atividades e tarefas que os homens. Preocupamo-nos em ser uma igreja ecumênica por que entendemos que esta era a ordem deixada por Jesus Cristo.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com sede em Porto Alegre-RS, tem sua origem no movimento reforma da igreja no século 16 do qual Martim Lutero  foi o grande protagonista. Na sua descoberta doutrinária, baseada em seus estudos da Bíblia Sagrada, Lutero afirmava que o ser humano era salvo por graça e fé e não por obras meritórias.

Essa experiência da graça permite que nós evangélico-luteranos sejam caracterizados por um estilo de vida sem proibições e sem a imposição de regras de comportamento que possam ter como objetivo merecer a salvação, já que esta é alcançada em Jesus Cristo, por graça, mediante a fé de cada um de nós. Acreditamos que devemos fazer boas obras por amor ao próximo, e não para sermos incluídos no número dos salvos. Fazer o bem por amor em função daquilo que Cristo fez por nós na cruz. Fazer o bem sem esperar nada em troca.

Não alicerçamos a nossa fé em proibições externas, como por exemplo, as mulheres não poder cortar o seu cabelo, não poder assistir televisão, não dançar ou comer determinado alimento. Acreditamos que Deus é muito maior em sua bondade e que, portanto, ao decidir cumprir determinada regra, devo fazê-lo, não por medo ou culpa, mas por saber que Deus me ama e me aceita apesar de minhas limitações, falhas ou pecados. Deus é sinônimo de bondade e amor. 

Desde a sua origem a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil tem nas comunidades sua base de sustentação mais importante. A vida de oração, de culto a Deus e a sua palavra através de muitos grupos e pessoas batizadas tem espaço e importância privilegiada no nosso ser Igreja. A Palavra de Deus é pregada e os Sacramentos são administrados. A Igreja abre espaço e valoriza a participação dos membros na vida comunitária. Estimula o seu testemunho na sociedade mediante seu engajamento em entidades e instituições educacionais, sociais e diaconais.

Em nível nacional a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil se estrutura em 18 Sínodos. Procura exercitar solidariedade e comunhão no testemunho da fé cristã. Diante da realidade brasileira e de outros temas da sociedade e do mundo a direção da Igreja faz declarações, emite posicionamentos e manifestos, veicula cartas pastorais e estimula a oração. Orienta os membros das comunidades e expressa para a sociedade brasileira a sua visão sobre temas e situações desafiadoras. O conteúdo desta palavra da Igreja e de outros documentos, como o guia prático de vida comunitária chamado "Nossa fé - Nossa vida", revela o que pensa, o que crê, como se caracteriza e se articula a Igreja.

Lutero descobriu que para ganhar o perdão de Deus, ninguém precisava castigar-se, fazer penitência ou boas obras, mas crer em Deus. Defendia que o povo em geral deveria ter participação ativa na vida de fé das comunidades. Por isso, somos hoje uma Igreja que possui Pastores e Pastoras, que aceita e convida a todos independentemente de sua confissão religiosa a tomar parte da Santa Ceia e que se insere no mundo com respeito às diferentes igrejas através do seu envolvimento com o ecumenismo.

Acreditamos que somos uma Igreja não perfeita por ser formada por homens e mulheres falhos, mas cremos e buscamos viver o amor e a graça de Deus que sempre de novo, perdoa, anima e abençoa. 

Conheça você também a Igreja Evangélica de Confissão 
Luterana no Brasil. 

PERSONAGENS DA FÉ CRISTÃ


“Não 


“Não devemos contentar-nos em falar do amor ao próximo, mas praticá-lo” 

O Blog do Programa Hora da Paz faz, hoje, referência a uma das mais importantes personalidades da história da humanidade. Trata-se do teólogo, músico, filósofo e médico nascido na Alemanha no ano de 1875, Albert Schweitzer. 


Albert foi uma criança doente, que demorou muito para aprender a ler e a escrever. Era filho de um pastor evangélico-luterano com o qual compreendeu que o sentido maior da vida estava em colocar-se de forma solidária ao lado daqueles que sofriam. Mesmo sendo um aluno muito limitado, na música ele foi um autêntico prodígio: aos sete anos compôs um hino, aos oito, começou a tocar órgão e aos nove substituiu o organista em uma cerimônia dirigida pelo seu pai na Igreja. 

Depois de crescido dispôs-se a dominar assuntos que lhe fossem particularmente difíceis. Era perito como carpinteiro, pedreiro, veterinário, construtor de barcos, desenhista, mecânico, farmacêutico e jardineiro. Escreveu livros eruditos sobre música, sobre Jesus e sobre a história da civilização. Aos vinte e seis anos já tinha diplomas de doutor em filosofia, teologia e música. 

Aos trinta anos, gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades europeias; tinha uma grande reputação como músico e prestígio como pastor de sua Igreja. Porém, isto não era suficiente para um espírito sempre pronto ao serviço. 

No dia 13 de outubro de 1905, comunica a seus pais, e alguns amigos mais próximos, a resolução de iniciar os estudos de medicina para trabalhar como médico e missionário na África. Poucos são os que o compreenderam nesta decisão de largar sua vida profissional e estudar medicina em Paris, na França. 



São seis anos de estudos de medicina durante os quais ele realiza concertos por toda a Europa. Casa-se e passa a angariar fundos para um hospital que sonhava construir no Gabão, um dos países mais miseráveis do continente africano. Antes de deixar a Europa, apresentou sua tese, em que a Medicina e a Teologia se entrelaçavam: “Estudo psiquiátrico de Jesus. Exposição e crítica” 

Em 1913, Albert Schweitzer e sua esposa - que havia estudado enfermagem para ajudá-lo - chegaram ao Gabão. O hospital é construído praticamente do nada e pelas próprias mãos de Schweitzer. Os pacientes vinham de grandes distâncias, muitas vezes com as famílias. Não havia ruas ou estradas. Não havia água corrente, nem eletricidade. 

Não havia qualquer espécie de mecanismo para esterilização. Era preciso ferver água sobre fogueiras de lenha. Schweitzer não esmoreceu, não obstante todas as dificuldades que enfrentava para manter o hospital e atender a todos os doentes que o buscavam. Jamais negligenciou a grandiosa tarefa que assumiu voluntariamente. Também nunca abandonou a música e o ensino. Sempre voltava para a Europa para proferir conferências, palestras e fazer concertos para angariar fundos para a sua obra social. 

Albert Schweitzer extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebe o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um “Grande Homem”. Morre em 4 de setembro de 1965, quando tinha 90 anos de idade e quando o seu hospital já tinha se transformado num local capaz de abrigar em média 3.500 pacientes vítimas principalmente de tuberculose em meio a selva africana. Schweitzer possuía um fantástico sentimento de solidariedade que lhe permitiu sentir a aflição dos outros. 

O programa a Hora da Paz presta o seu reconhecimento a este grande líder da humanidade, dizendo que ele estará para sempre, por suas palavras e atitudes, entre as pessoas que mais enobreceram a raça humana.