domingo, 10 de abril de 2011

CURIOSIDADES BÍBLICAS



RUTH

No Programa A Hora da Paz queremos enfocar um dos livros históricos do Antigo Testamento. Trata-se do Livro de Ruth.

A história conta que nos dias em que os juizes governavam Israel, o povo havia relaxado sua observância da Torá, a lei de Deus. Na terra, reinava a fome. Um rico mercador, habitante de Judá, de nome Elimelec, não acostumado à fome e à pobreza, pensou em escapar da miséria mudando-se para outro lugar. Assim foi viver em Moabe com sua esposa Noemi e seus dois filhos.

Ruth, uma princesa moabita, imbuída de elevados ideais, não estava satisfeita com a idolatria de seu próprio povo e quando chegou a oportunidade, abriu mão do privilégio da realeza em sua terra, aceitando uma vida de pobreza entre um povo que ela admirava. Ruth fez amizade com essa família judia e começou a comparar o diferente modo de vida com o seu próprio. Aprendeu a admirar as leis e costumes judaicos, e a insatisfação que já sentia com a idolatria de seu povo, tornou-se uma objeção positiva.

Quando um dos filhos de Noemi a pediu em casamento, ela sentiu-se feliz e orgulhosa em aceitar. Não ficou com remorso frente ao que estava renunciando: a vida de luxúria no palácio, o título real, as perspectivas de riqueza e honra no futuro, pois percebia o valor do povo ao qual agora se unia.

Com a morte de Elimelec e seus dois filhos, Noemi, pobre e viúva, ficou sem saber o que fazer ou para onde ir. Portanto, disse a Ruth e à sua outra nora Orfa: "Minhas filhas, devo partir, e decidi voltar a minha cidade natal. Lá, as coisas não devem ser muito boas, e não vejo razão porque também vocês deveriam sofrer. Portanto, aceitem meu conselho e voltem à casa de seus pais. Seus maridos estão mortos e, talvez, se permanecerem em sua própria terra, poderão encontrar outros homens com quem se casar. Eu perdi meus filhos para sempre, mas vocês são jovens, poderão encontrar outros maridos."

Era tempo de colheita quando Ruth e Noemi chegaram à Terra Prometida. Ruth estava muito feliz, pois havia sido bem sucedida no recolhimento de cevada pelos campos. Já havia recolhido mais do que poderia carregar. Ela e Noemi estavam agora bem providas por um bom tempo.

Nesse meio-tempo, Boaz, o dono das terras onde Ruth recolhia alimentos, pediu Ruth em casamento, Noemi insistiu para que aceitasse. Ruth foi inesperadamente recompensada com riqueza e felicidade.

Ruth e Boaz tiveram filhos. O filho mais jovem de Ruth foi Davi, ungido por Deus e o mais amado rei de Israel em todos os tempos. 

SUGESTÃO DE FILME


           O programa a Hora da Paz traz agora uma dica especial para você edificar a sua fé a partir de um exemplo de filme que irá tocar a sua vida. Recomendamos o filme Sempre ao Seu Lado.

            Parker Wilson vivido pelo reconhecido ator Richard Gere, é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate, sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

            A inteligência apresentada por muitos animais chega tão perto da inteligência humana que é um mistério. Os animais vêem e ouvem, amam, temem e sofrem. Eles se servem de seus órgãos muito mais fielmente do que muitos seres humanos dos seus. Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeição muito superior à que é manifestada por alguns membros da raça humana.

            Sempre ao seu lado é um filme emocionante que faz pensar em valores como fidelidade, amizade, companheirismo e mostra que os animais realmente criam para com o ser humano apegos que não se rompem à custa de grandes sofrimentos.

CONHECENDO A NOSSA IGREJA


CONHECENDO A NOSSA IGREJA


         A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil está organizada em Comunidades. São mais de 1800 por todo o Brasil. É às Comunidades que os membros da IECLB estão filiados.

         Muitas Comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil se reúnem numa estrutura administrativa, chamada Paróquia. Através dela, as Comunidades escolhem seu pastor ou pastora e planejam as iniciativas.

         Para planejar a ação da Igreja numa região, as Comunidades e Paróquias se organizam em Sínodo. Hoje a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil é formada por 18 Sínodos que abrangem todo o território brasileiro. A concentração maior de Sínodos acontece mais no Sul e Sudeste, pois nessas regiões existe um maior número de membros.

         A unidade de ação dos 18 Sínodos é buscada através dos órgãos nacionais. Um deles é o Concílio, que reúne, através dos Sínodos, os representantes das Comunidades, e estabelece as linhas de ação para toda a Igreja. Em todos os níveis existem assembléias e conselhos (Assembléia e Conselho Paroquial, Assembléia e Conselho Sinodal, Conselho de Igreja e Concílio), bem como autoridades administrativas e eclesiais. 
        
         As autoridades administrativas, nos diversos níveis, são os Presidentes, todos eles leigos. Em nível local, Comunidade ou Paróquia, as autoridades eclesiásticas são os Pastores locais; no nível sinodal, os Pastores Sinodais e, em nível nacional, a Presidência, que é exercida de forma compartilhada pelo Pastor Presidente e os Pastores 1 e 2 Vice Presidentes.

         A estrutura atual da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil foi aprovada no Concílio de 1997. Uma característica deste modelo é que o poder está nas Comunidades. São elas que, através das Diretorias de seus Presbitérios, compõem os Conselhos Paroquiais. Também são elas que elegem os delegados à Assembléia Sinodal e através desta elegem os delegados do Sínodo ao Concílio, o representante sinodal no Conselho da Igreja e o Pastor Sinodal.

         Comunidade é a menor unidade orgânica da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Compreende-se como congregação local dos membros da Igreja de Jesus Cristo e, como tal, como parte da universal, una, santa e apostólica igreja cristã nesta terra. Ela congrega os membros em torno de um centro comum de culto, pregação e celebração dos sacramentos. O que constitui a comunidade é o fato de pessoas se reunirem regularmente em torno da Palavra de Deus.

         A Comunidade toma suas decisões em Assembléia Geral. Sua administração acontece através do Presbitério eleito na Assembléia Geral. A assistência espiritual e a orientação teológica é dada pelo pastor.

         A comunidade administra e planeja, dentro das normas e diretrizes definidas pela Assembléia Sinodal e pelo Concílio da Igreja. Compete à Comunidade criar, planejar e viabilizar setores de trabalho para atender à sua responsabilidade com a assistência espiritual, com a ação diaconial, a catequese, a evangelização e a missão. Cabe-lhe também promover os meios necessários à formação evangélico-luterana dos batizados. É de sua responsabilidade avaliar, planejar e decidir sobre todas as atividades e tarefas que lhe cabem, viabilizando os recursos necessários para sua execução bem como organizar e regulamentar o modo de sua administração, em conformidade com as disposições constitucionais e regimentais da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
        
         Venha você também fazer parte desta grande família chamada Comunidade Evangélica da Paz.

PERSONAGENS DA FÉ CRISTÃ

  Doraci Julita Edinger 

          A Irmã Doraci Julita Edinger nasceu no dia 23 de maio de 1950, no município de Santo Antônio da Patrulha (RS). Filha de Libório e Angelina Edinger numa família com outros 11 irmãos. Ela teve uma educação evangélico-luterana. Na juventude, trabalhou no setor calçadista de Novo Hamburgo, até que decidiu entrar para a vida religiosa. Fez o curso de formação diaconal da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e, em 1980, ingressou na Irmandade da Casa Matriz de Diaconisas, em São Leopoldo, RS. A Irmandade é uma congregação de mulheres que optam livremente pelo serviço religioso. Após ser ordenada diaconisa, irmã Doraci também estudou enfermagem e mais tarde seguiu para Ariquemes na Rondônia, onde trabalhou como missionária e promotora de saúde, e esteve ainda na Amazônia atendendo comunidades indígenas.
       
        O convite para trabalhar em Moçambique – “O grande desafio de minha vida”, como dizia – surgiu em 1998. Doraci foi cedida por sua denominação à Igreja Evangélica Luterana de Moçambique. Trabalhava como missionária brasileira em Nampula, no norte de Moçambique, prestando serviços pastorais e de assistência social junto a comunidades pobres.  

        A missionária brasileira colaborava na construção de escolas, postos de saúde e na perfuração de poços para abastecimento de água. Morreu no dia 21 de fevereiro de 2004. Doraci foi agredida com golpes de martelo na cabeça.
       
        Uma das hipóteses é que ela tenha sido morta a mando de traficantes internacionais de órgãos humanos. Em relatórios enviados ao Brasil, ela mencionava o aparecimento de corpos mutilados de crianças e se incomodava com a leniência da polícia local em investigar os fatos. Em 2001 escrevia às suas superioras em São Leopoldo que tinha recebido ameaças de morte, mas que "nunca esclareceu os motivos". "A gente precisa de muita criatividade para animar e consolar este povo tão sofrido. Sei que realizei muitas coisas boas, mas podia ter sido melhor e com mais eficácia se não fosse por causa de tantas ameaças”.
       
        Irmã Doraci ajudou as congregações na organização e realização dos cultos, distribuindo material litúrgico, Bíblias, Catecismos. Também animou para a evangelização e formação de novos pontos de pregação e orientou a construção de capelas. Com os responsáveis pelos cultos nas diversas Congregações fazia "treinamento de liturgia". Uma de suas grandes preocupações foi a educação das crianças na fé cristã. Realizou vários Seminários para a formação de Orientadores de Escolas Dominicais. Também realizava encontros com casais que queriam receber a Bênção Matrimonial.

Educação:
        Visto que o analfabetismo ainda é muito grande em Moçambique, principalmente entre as mulheres, e que faltam escolas para as crianças, Doraci empenhou-se por melhores condições na área da educação. Incentivou a alfabetização de adultos. Em uma comunidade foi construída uma escola com quatro salas de aula. Foi a realização de um antigo sonho da Irmã Doraci. Com doações vindas do Brasil e investindo do seu próprio salário, Doraci comprou as chapas de zinco, os pregos, o cimento e as tintas, pagou o pedreiro que cimentou as paredes e o chão. Também pagou o serrador que fez as tábuas para as portas e janelas. O Governo oficializou a escola, designando dois professores.
       
        Um outro projeto foi a realização de um curso de fabricação de tijolos, do qual participaram 100 homens e mulheres de sete congregações. Para isso a Irmã Doraci havia contratado especialistas em fabricação de tijolos. É importante saber que no interior, a grande maioria das casas e capelas era construída usando-se apenas postes, barro e capim.

Saúde:
        Malária, verminose, feridas, diarréias, anemia e febres são males que afetam a população. Para amenizar a situação, Irmã Doraci incentivava a formação de hortas comunitárias. Ela levava sementes e, se necessário, enxadas e facões. Ela também realizava Seminários de Saúde. Toda esta dedicação da Irmã levou a um crescimento muito grande da Igreja. No início do seu trabalho, em 1998, havia 6 Congregações. Em fins de 2003, o número havia crescido para 28. As pessoas deixam suas crenças primitivas e querem o batismo cristão, porque sentem que são amadas, dizia irmã Doraci.

Um exemplo de amor e abnegação
        “Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8.34) A Diaconisa Doraci ouviu e atendeu este chamado de Deus. Ela tomou sobre si a sua cruz e procurou ser fiel a quem a chamou, até a morte. É possível que poucas pessoas sejam tão ousadas no amor a Deus e às pessoas quanto Doraci o foi. Somos gratos pelo testemunho de vida que ela deixou. Já na adolescência, Deus colocou no coração de Doraci o desejo de ajudar pessoas em suas necessidades. Não lhe bastava ser operária numa fábrica de calçados em Novo Hamburgo. Ela desejava colocar-se totalmente a serviço de Deus e dos pequeninos irmãos e irmãs de Jesus. Ao candidatar-se para a formação diaconal, escreve que a sua vida não havia sido fácil, "mas foi bom, porque assim aprendi a me colocar no lugar de outras pessoas que muitas vezes passam pelos mesmos problemas, ou parecidos, e posso sentir a mesma dor que o outro está sentindo".
       
        Fazer a vontade de Deus foi o objetivo que irmã Doraci perseguiu até o fim de sua vida. Uma colega do seu tempo de estudo, hoje diácona, escreveu: "Doraci era um pouco mais velha que eu e, às vezes, eu ficava olhando para ela e pensava: Como uma pessoa pode ter tanta fé”?

        Antes de atuar em Moçambique, Irmã Doraci trabalhou em Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Aventurou-se de jipe, andou por trilhas perigosas, para dar apoio aos pequenos agricultores. Cuidou da saúde das pessoas, pois havia muita malária e outras doenças na Região. Doraci mesma teve muitas malárias, - no Brasil e em Moçambique - mas permaneceu firme no seu propósito de ajudar a quem dela precisasse.

        A Igreja de Jesus Cristo neste mundo perdeu tragicamente uma fiel servidora. Que o testemunho de vida, que a cruz que Doraci procurou carregar com fidelidade até o seu fim, possa nos desacomodar de nossa inércia. Que possamos tomar a nossa cruz e colocar sinais de amor, de esperança, de paz com justiça, neste mundo tão carente de valores humanos. 

NOTÍCIAS DO MUNDO ECUMÊNICO

CONIC TEM NOVA DIRETORIA


     O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) tem novo presidente, o bispo católico da Diocese de Chapecó, Manoel João Francisco, 65 anos. A eleição ocorreu na sexta-feira, 11, na XIV Assembleia Geral do organismo ecumênico nacional, para o período 2011 a 2015. Acompanham dom Manoel na diretoria do Conic o primeiro vice-presidente, bispo Francisco de Assis da Silva, da Igreja Episcopal, a segunda vice-presidente, a presbítera Elinete Paes Miller, da Igreja Presbiteriana Unida, a secretária, Dra. Zulmira Gomes da Costa, da Igreja Ortodoxa, e o tesoureiro, pastor sinodal Altemir Labes, da IE CLB.
     O Conselho Fiscal está constituído pelo pastor Marcos Ebeling da IECLB, monsenhor Hélio Pacheco Filho da Igreja Católica e o anglicano Fabiano Nunes. O Conic reúne-se em assembléia a cada dois anos sendo o organismo ecumênico mais importante em nosso país.

Seca atinge metade da Amazônia brasileira


     Embora não dê para apontar todos os impactos sobre a região amazônica provocados pela seca que se abateu sobre a região no ano passado, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) calcula que o fenômeno atingiu em torno de 57% da área da região. Pesquisadores estimam que nas próximas décadas a Amazônia deverá liberar em torno de 5 bilhões de toneladas de CO2, contribuindo para o aquecimento global, e a acentuada mortalidade de árvores.
     Projeções indicam que o Norte e o Nordeste do Brasil deverão sofrer uma redução nos índices pluviométricos de até 40%, enquanto a área da bacia do rio Paraná terá um aumento de chuvas em torno de 30%. A Amazônia é a maior floresta úmida do mundo, e 60% de sua área estão em território brasileiro.


50 Anos de Missão da IECLB entre Indígenas


     Em 2011 a IECLB celebra 50 anos de missão continuada entre indígenas no Brasil. Precisamente em março de 1961 iniciaram dois trabalhos missionários, um no Mato Grosso, e outro junto aos Kaingang, no Toldo Guarita, noroeste do Rio Grande do Sul. Este último completa 50 anos ininterruptos de serviços da IECLB. Os outros sete campos de trabalho (na região amazônica e no sul do Brasil) foram criados ao longo dos últimos 30 anos.
     O desafio para a IECLB é contribuir com a superação dos conflitos de interesses e de direitos que, historicamente, jogaram minorias contra minorias, tanto as minorias indígenas quanto pequenos agricultores, negros, entre outros. O desafio é promover, em atitude dialogal, o respeito intercultural, a construção de relações de justiça e de paz em prol de uma sociedade multiétnica e pluricultural. Ainda em comemoração aos 50 anos de trabalho junto aos povos indígenas estará acontecendo nos dias 11 e 12 de outubro, visita de uma grupo de parceria alemã, oportunidade em que se realizará na região Noroeste um seminário internacional sobre o tema “Economia como projeto de Bem Viver”.