terça-feira, 21 de junho de 2011

PERSONAGENS DA FÉ CRISTÃ


“Não 


“Não devemos contentar-nos em falar do amor ao próximo, mas praticá-lo” 

O Blog do Programa Hora da Paz faz, hoje, referência a uma das mais importantes personalidades da história da humanidade. Trata-se do teólogo, músico, filósofo e médico nascido na Alemanha no ano de 1875, Albert Schweitzer. 


Albert foi uma criança doente, que demorou muito para aprender a ler e a escrever. Era filho de um pastor evangélico-luterano com o qual compreendeu que o sentido maior da vida estava em colocar-se de forma solidária ao lado daqueles que sofriam. Mesmo sendo um aluno muito limitado, na música ele foi um autêntico prodígio: aos sete anos compôs um hino, aos oito, começou a tocar órgão e aos nove substituiu o organista em uma cerimônia dirigida pelo seu pai na Igreja. 

Depois de crescido dispôs-se a dominar assuntos que lhe fossem particularmente difíceis. Era perito como carpinteiro, pedreiro, veterinário, construtor de barcos, desenhista, mecânico, farmacêutico e jardineiro. Escreveu livros eruditos sobre música, sobre Jesus e sobre a história da civilização. Aos vinte e seis anos já tinha diplomas de doutor em filosofia, teologia e música. 

Aos trinta anos, gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades europeias; tinha uma grande reputação como músico e prestígio como pastor de sua Igreja. Porém, isto não era suficiente para um espírito sempre pronto ao serviço. 

No dia 13 de outubro de 1905, comunica a seus pais, e alguns amigos mais próximos, a resolução de iniciar os estudos de medicina para trabalhar como médico e missionário na África. Poucos são os que o compreenderam nesta decisão de largar sua vida profissional e estudar medicina em Paris, na França. 



São seis anos de estudos de medicina durante os quais ele realiza concertos por toda a Europa. Casa-se e passa a angariar fundos para um hospital que sonhava construir no Gabão, um dos países mais miseráveis do continente africano. Antes de deixar a Europa, apresentou sua tese, em que a Medicina e a Teologia se entrelaçavam: “Estudo psiquiátrico de Jesus. Exposição e crítica” 

Em 1913, Albert Schweitzer e sua esposa - que havia estudado enfermagem para ajudá-lo - chegaram ao Gabão. O hospital é construído praticamente do nada e pelas próprias mãos de Schweitzer. Os pacientes vinham de grandes distâncias, muitas vezes com as famílias. Não havia ruas ou estradas. Não havia água corrente, nem eletricidade. 

Não havia qualquer espécie de mecanismo para esterilização. Era preciso ferver água sobre fogueiras de lenha. Schweitzer não esmoreceu, não obstante todas as dificuldades que enfrentava para manter o hospital e atender a todos os doentes que o buscavam. Jamais negligenciou a grandiosa tarefa que assumiu voluntariamente. Também nunca abandonou a música e o ensino. Sempre voltava para a Europa para proferir conferências, palestras e fazer concertos para angariar fundos para a sua obra social. 

Albert Schweitzer extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebe o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um “Grande Homem”. Morre em 4 de setembro de 1965, quando tinha 90 anos de idade e quando o seu hospital já tinha se transformado num local capaz de abrigar em média 3.500 pacientes vítimas principalmente de tuberculose em meio a selva africana. Schweitzer possuía um fantástico sentimento de solidariedade que lhe permitiu sentir a aflição dos outros. 

O programa a Hora da Paz presta o seu reconhecimento a este grande líder da humanidade, dizendo que ele estará para sempre, por suas palavras e atitudes, entre as pessoas que mais enobreceram a raça humana.

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