Governo é omisso na demarcação de terras indígenas
“A omissão do governo revela a opção política em beneficiar setores da economia que se apropriaram das terras indígenas, a fim de explorá-las”, denunciou o presidente do Conselho Indigenista Missionário e bispo do Xingu, dom Erwin Krautler, ao apresentar relatório na 49 Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida, São Paulo, de 4 a 13 de maio.
O bispo afirmou que a demarcação das terras poderia evitar a morte de centenas de índios, especialmente nos estados do Mato Grosso e no Pará. Ele alerta que o governo federal passa por cima dos cuidados de preservação da cultura, tradição e terras de povos indígenas. O Conselho Indigenista Missionário refere que pelo menos 450 obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, afetam terras indígenas no país. São hidrelétricas, redes de transmissão, ferrovias, hidrovias e portos que são construídos sem que os povos indígenas sejam ouvidos, como exige a Constituição federal.
Consumo de bebidas alcoólicas aumenta
Conforme pesquisa do Ministério da Saúde, O número de brasileiros que declararam ter abusado do álcool subiu consideravelmente nos últimos anos. Os maiores percentuais brasileiros foram de 25% em Recife – o maior entre as capitais – seguido de Salvador com (24%). Já São Paulo e Curitiba foram as capitais que apresentaram os menores índices, com 13% e 14%, respectivamente. Levantamento da Organização Mundial da Saúde mostra que a média mundial de consumo de álcool permaneceu estável nos últimos nove anos, algo que não aconteceu no Brasil.
Os menores índices de consumo de bebidas alcoólicas são encontrados no mundo árabe e os países de predominância islâmica, onde os níveis de consumo chegam próximos a zero. Na outra ponta, são os habitantes dos países da Europa Oriental os que mais bebem. Lideram as estatísticas a República Checa, Hungria, Rússia e Romênia. Quanto à bebida, em primeiro lugar aparecem os destilados, com 45%, seguidos da cerveja, com 36% e do vinho, com 8,5%. No Brasil, a preferência é pela cerveja.
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